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Caminhos do Homem X Caminho de Deus

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on December 19, 2016 at 10:35 AM Comments comments (0)

 

Introdução

No Éden a vontade de Deus foi substituída pela vontade humana e, a partir daí, a humanidade passou a seguir os caminhos do coração.

 O primeiro Adão, o terreno, fracassou ao deixar de fazer a vontade de Deus para seguir os caminhos do seu próprio coração.

 

 O segundo Adão, o celestial, Jesus Cristo, permaneceu fiel até o fim, vivendo em perfeita obediência, seguindo a vontade do Pai. Jo 4:34; 6:38

Aqueles que estão ligados somente ao primeiro Adão, seguem guiados pelos caminhos do coração, mas aqueles que se unem a Jesus pela fé, renunciam a sua própria vontade, abandonam a prática do pecado e passam a viver em simplicidade e contentamento, seguindo os propósitos do SENHOR.

(2 Co 5: 15" "... e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou".


I- Somos Seres Influenciáveis

É importante lembrar que somos seres sociais, plenamente influenciáveis, que nossa personalidade é propensa ao meio. Há uma tendência natural de sermos um pouco (ou muito) do contexto em que desenvolvemos os nossos relacionamentos sociais.


A Bíblia adverte sobre:

 

  • – A influência de más companhias - As más companhias corrompem os bons costumes – (1 Co 15:33 ;Sl 1:1). Um pouco de fermento leveda toda a massa (Gl 5:9 ; Lv 19:31).
  • - A influência da multidão – A voz do povo não é a voz de Deus (Mt 27:20) .Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa      demanda darás testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a justiça – Ex 23:2
  • - A influência do mundo - Cuidado também com o Mundo (o meio maior). Não se amolde ao sistema, porque ele é anti-Deus.

 

 

E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Rm 12:2. 

 

II - O Destino dos Que Seguem os Caminhos do Coração

A notícia ruim é que "aqueles que seguem os caminhos do coração", não podem agradar a Deus e não entrarão no Reino de Deus; serão julgados por suas obras e condenados por toda a eternidade.

 

Quem busca “ganhar” uma felicidade sem Deus, seguindo os desejos do coração, vai perder a verdadeira felicidade eterna; mas aquele que, por amor a Cristo, renuncia a busca da felicidade carnal, para fazer a vontade de Deus, vai receber a vida eterna (Lc 9:24).


 

III- O Convite de Deus

Todos querem ser felizes seguindo os caminhos do coração. Mas, felicidade sem Deus é uma mera ilusão.

 

Deus convida o homem a reverter a decisão do Éden, de modo que cada um, de livre e espontânea vontade, deixe de seguir os caminhos do coração e volte-se para Deus, fazendo o Seu querer.

(Pv 23: 26) "Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos". 

 

O Destino dos Corações Endurecidos

Sl 81: 12 Pelo que eu os entreguei à obstinação dos seus corações, para que andassem segundo os seus próprios conselhos.

 

IV - O Esforço Individual

Instrução/Disciplina

Pv 23: 12 Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.

Coração Quebrantado

Sl 34:18 Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.

 

 

Conclusão

Jesus é o Caminho. Ele é o Caminho para a humanidade. Seja um discípulo de Jesus Cristo. Esteja unido a Ele pela fé, seja totalmente influenciado pelos os seus ensinamentos e exemplo de vida.

Lembre-se: o Caminho certo leva ao destino certo, ao Pai Celestial.

Pense Nisso!

 

 


O Descanso que Desagrada a Deus

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on September 27, 2016 at 8:10 AM Comments comments (0)

ACOMODAÇÃO - O Descanso que Desagrada a Deus


Introdução

Sabe qual é o maior erro que os cristãos têm cometido no tempo do fim? A acomodação. Em vez de uma militância concentrada pregando o Evangelho, os cristãos descansam. Mas, a acomodação é o descanso que desagrada a Deus.

Muitos começaram ativos, não faltavam às reuniões, evangelizavam e estavam dispostos a fazer qualquer coisa na igreja. Porém, com o passar dos anos, foram esfriando no zelo, no compromisso, na prática, e deixaram de trabalhar na Seara ou passaram a servir esporadicamente e relaxadamente.

Estamos diante de uma geração que descansa na hora de maior necessidade de trabalho. Nunca tivemos tanto “ex” na igreja: ex-pastores, ex-diáconos, ex-trabalhador, ex-obreiro, ex-membro, etc.

 

Como pode uma geração de crentes espiritualmente prostrada?


 

1- Acomodação – Sonolência e Inércia Espiritual.

A acomodação é um estado de sonolência espiritual, onde o cristão deixa de vigiar, de discernir, de ter envolvimento ministerial, perdendo gradativamente o interesse pelas coisas da igreja, sonhando somente com a sua vida neste mundo, buscando somente as realizações pessoais.

Na Bíblia, há muitas advertências para que nos mantenhamos em constante vigilância:

Efésios 5:14 nos diz: “Desperta ó tu que dormes”.

Mateus 26.41: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação”.

Marcos 13: 33 - Olhai! vigiai! porque não sabeis quando chegará o tempo.

Romanos 13:11 – E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes.

I Tessalonicenses 5:6 - não durmamos, pois, como os demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios.

1 Pedro 4:7 - Mas já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração.

Bem-aventurados aqueles servos, aos quais o senhor, quando vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará reclinar-se à mesa e, chegando-se, os servirá. Lc 12:37


2- Acomodação – O Descanso que Desagrada a Deus

Não há nada mais perigoso do que a acomodação espiritual. Por quê

• Porque a acomodação nos deixa desatentos e preguiçosos;

• Porque ficamos enfraquecidos e caímos em cativeiro espiritual;

• Porque perdemos espaço para o inimigo e passamos a ter uma vida espiritual medíocre.

• Além de perdermos a vida abundante, o sobrenatural de Deus, perdemos o privilégio de servir ao Senhor, de sermos úteis em sua obra, mas principalmente perdermos o que Deus tem para nós na sua vinda gloriosa.

• A acomodação é algo progressivo e contagioso (influencia os outros).

Mas Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Jo 5:17

Porque vos lembrais, irmãos, do nosso labor e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus. 1 Ts 2:9

Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo. Jo 6:27

Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Jo 9:4


3- Os cristãos acomodados não diferem muito de pessoas não cristãs.

 

Os acomodados vivem um cristianismo indolor, sem lutas, sem sofrimento, sem trabalho. O acomodado segue o cristianismo de forma autônoma, independente, sem compromisso, como expectador de um auditório gospel onde só espera alegria, bênção e descanso.

• Os acomodados preocupam-se mais pelo seu bem-estar, em seus interesses pessoais, lazer e coisas afins. Eles pensam que vestindo-se bem e freqüentando uma igreja aos domingos, estão dentro dos padrões bíblicos para os discípulos de Cristo.

 

• Os cristãos acomodados são pessoas que não mudaram totalmente suas vidas para Cristo, que servem a Deus de modo próprio.

 

• Os acomodados ouvem o que lhes é agradável ouvir: a pregação que lhes diz que Deus é amor, que Deus prospera seus filhos, que nada prevalecerá contra o povo de Deus, etc.

 

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências. 2 Timóteo 4:3.


 

O acomodado:

 

• Não sente a necessidade de evangelizar.

• Não se importa que uma alma é salva ou perdida.

• Não sente o peso da responsabilidade cristã.

• Perdeu o prazer da comunhão dos santos.

• Não sente vontade de crescer espiritualmente.

• Falta interesse em testemunhar.

• Falta interesse em se envolver em um ministério.

• Falta vontade de frequentar as reuniões da igreja.

• Negligência na leitura bíblica.

• Negligência na oração.

• Falta interesse em contribuir, dizimar.

• Desmotivado pela volta de Cristo.

• É super motivado para as coisas extra igreja.

 


Como é triste ser um cristão acomodado! Sua vida não é muito diferente de um não cristão.


 

4- Deus Desperta o Acomodado

“Levanta-te dentre os mortos” – Ef 5:14

Deus vê o acomodado “descansando” dentro de uma cova, dentre os mortos.

Vivemos um tempo de cristianismo acomodado, indefinido, meio morto, sem compromisso… No Apocalipse 3:16, há uma séria advertência de Jesus aos que vivem assim: “Porque não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”.

Acomodação é um estado de Cativeiro Espiritual que leva à morte espiritual.

Deus chama, desperta, convoca... Não é do interesse de Jesus que os seus discípulos fiquem descansando em tempo de batalha.

É preciso sair da cova, dessa condição de morto, de ociosidade. O acomodado tem que tomar uma atitude de OBEDIÊNCIA e sair da cova.


Mão no Arado – Terapia ocupacional. Lucas 9:61; Marcos 16:15 – I Pedro 1:21. Sair da Inércia e envolver-se na Obra. Segurar o Arado e manter-se em constante atividade, envolvendo-se com os assuntos do Reino.

Siga o conselho do Senhor Jesus: “Minha comida e bebida é fazer a vontade do Pai”. João 4:32 a 34.


 

 

5- O Sair da Acomodação Traz Bênção

 

E Cristo te iluminará. Ef 5:14; João 15:5. I João 2:27.


Quanto mais distantes de Deus ficamos, mais corretos nos achamos; porém, quanto mais nos aproximamos, mais percebemos nossas fragilidades, nossos pecados, nossa total dependência Dele, Tiago 4:8.

 

O profeta Isaías viu a glória de Deus e então percebeu: “Ai de mim”, Isaías. 6:5.

 

Pedro estava pescando quando Jesus se aproximou e se achou indigno, disse: “Retira-te de mim”. Lucas 5:8.

 

Quem obedece ao despertamento e sai da cova dos mortos, tem a promessa de receber a “iluminação”, o entendimento, a revelação divina.

• Assim despertados somos abençoados com o entendimento.

• Assim despertados podemos despertar outros.

• Assim despertados podemos pregar o Evangelho.

• Assim despertados podemos viver para Deus.

• Assim despertados podemos aguardar o Senhor na Sua vinda e com certeza desejar a sua volta, orar por ela, ansiar por ela, pensar nela constantemente, sabendo que estamos preparados para receber o REI.


Conclusão

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Coríntios 15:58). Jesus está voltando, você está pronto?

 


Os Desacreditados

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on August 21, 2016 at 6:30 PM Comments comments (0)


OS DESACREDITADOS - Crentes Desacreditados.

 

Mas o próprio Jesus não confiava a eles, porque os conhecia a todos. João 2:24


Era algo surpreendente aos olhos humanos, ver uma grande multidão seguindo a Jesus. Parecia uma recepção sincera ao Rei dos reis.

O apóstolo João registra a motivação do coração dos galileus que foram ao encontro de Jesus: vistas todas as coisas que fizera em Jerusalém (Jo 4.43). Contudo, a multidão tinha uma fé desacreditada por Cristo. (Jo 2.23-25).

 

Aparentemente a multidão que seguia Jesus Cristo expressava uma devoção religiosa formidável, mas havia uma motivação errada para ir ao encontro de Jesus. As pessoas tinham uma crença que não agradava a Deus, porque buscavam Jesus não como o Cristo, o Salvador. Elas não estavam sedentas de salvação, mas desejosas de bênçãos e de todo tipo de suprimento pessoal nesta terra. Este tipo de devoção não sustenta ninguém na hora da dificuldade, do sofrimento ou da perseguição, além de fazer o crente ser totalmente desacreditado por Deus e pela sociedade. 


Introdução (2)

No século passado alguns missionários que trabalhavam na Índia pensaram em uma estratégia que poderia trazer um verdadeiro avivamento para o País. Eles disseram: “Se nós conseguirmos evangelizar o líder do hinduísmo Mahatma Gandhi e o ganharmos para Cristo, toda nação indiana será impactada por esse testemunho”. Convictos da sua estratégia foram ao encontro de Gandhi para persuadi-lo a ser cristão, entretanto no meio da conversar ouviram de Gandhi: “No vosso Cristo eu creio eu só não creio é no vosso Cristianismo sem vida”.

 

O que aqueles missionários ouviram de Gandhi é o que constantemente ouvimos sobre o cristianismo atual. Muitos ainda acreditam em Cristo, mas são descrentes em relação aos crentes. Acreditam em Deus, todavia não acreditam na Igreja constituída de “seguidores” de Jesus Cristo.

 

Segundo as estatísticas do IBGE, em 1950, “os sem religião” eram aproximadamente 0,5% da população. Hoje eles já são a terceira maior “identidade religiosa” do País, estando atrás apenas dos católicos e dos evangélicos.

Eles não são adeptos da “não religião”, por serem ateus, mas são aqueles que já frequentaram uma Igreja e se decepcionaram. 

Decepcionados com a Igreja, descrentes dos crentes e convictos que as demais religiões não os levariam a Deus, optaram em ser “sem religião”. 

Por que os “sem religião” crescem tanto? Por qual razão a sociedade brasileira está descrente dos crentes? Podemos resgatar a credibilidade da Igreja? O que devemos fazer?


I - POR QUE A IGREJA TEM PERDIDO A CREDIBILIDADE NO MUNDO?

 

O Rev. Elben M. Lenz César falando sobre a crise da igreja contemporânea diz:

“Não temos defesa: estamos desacreditados diante do governo (também desacreditado), diante dos críticos, diante dos antigos simpatizantes, diante dos opositores, diante da mídia (caçadora de escândalo) e diante do povo.” 

Não são poucas a razões pelas quais a igreja tem perdido a credibilidade diante da sociedade. Entendemos que há razões externas e internas. Citaremos algumas.

  

1.1. Razão externa – O Espírito da Besta: O pluralismo e a relatividade da verdade.

 

Com certeza há razões escatológicas que apontam para o afastamento daquele que hoje resiste e impede a manifestação do anticristo.

As últimas décadas têm sido caracterizadas por movimentos filosófico-teológicos, vindos do inferno,  que romperam com tudo o que, historicamente, tem sido crido como verdade fundamental: relativismo, pós-modernismo e pluralismo, defendem uma ideologia anti-Deus, preparando o mundo para receber a Besta.

 

Estes movimentos condenam qualquer ideia de verdade absoluta e são fortes opositores da igreja. Para os pluralistas a multiplicidade de conceitos sobre o exercício da fé, das crenças (Deísmo, Teísmo, ateísmo, politeísmo, etc.), compreende a essência do pensamento humano e seu direito em crer ou deixar de crer no que quiser, sem ser discriminado por isso. A crença do individuo é sua verdade. Para eles pode-se até dialogar, desde que aja “tolerância”, o que para eles é quase um sinônimo de concordância.

 

Tolerância, no contexto da nova ordem mundial, significa aceitar, valorizar e defender a diversidade cultural, social, sexual, comportamental, ideológica e religiosa, desde que não venha do cristianismo ou do judaísmo.

Essa relativização da verdade tem exercido grande influência na visão da sociedade com respeito à igreja. A conclusão que muitos tem chegado é: a verdade não é absoluta, logo, a igreja não pode ser detentora de uma crença absoluta e, portanto, não é digna de todo o crédito.


1.2. Razões Internas 

Hoje o crente não tem credibilidade como antigamente. Se você estiver conversando com alguém e no meio da conversa disser que é um pastor, pode até ser que uma porta seja fechada para você.

 

A Igreja como instituição, tem perdido a credibilidade e a sociedade está descrente dos crentes. Tudo isso acontece por razões internas do próprio cristianismo atual. Aqui apresentaremos algumas razões do porque a sociedade está descrente dos crentes. 

 

1.2.1. Escândalos envolvendo lideres. 

Não precisa sem bem informado para tomar conhecimento dos escândalos que envolvem lideres que se dizem evangélicos. As várias e repetidas decepções com líderes tem levado sociedade à resignação. Uma pesquisa organizada pelo instituto LifeWay Research, nos Estados Unidos, feita no final de 2006, mostrou as principais causas que levam uma pessoa a mudar de igreja, dentre as razões 74% estava envolvia o testemunho da igreja, liderança e principalmente do Pastor.

 

Esta é uma realidade em todo o planeta. A igreja evangélica brasileira tem sido, via de regra, marcada por uma mentalidade consumista, hedonista e materialista, como o restante da sociedade. A visão mercantilista de igreja tem feito da igreja evangélica no Brasil objeto de escárnio e deboche.

 

A mídia expõe com frequência os escândalos morais de líderes evangélicos brasileiros.

O sal tem se tornado insípido e não tem servido senão para ser pisado pelos homens. Esse comportamento escandaloso ridiculariza a Cristo, prejudica o evangelismo e destrói a credibilidade do cristianismo em nosso país.


  

1.2.2. O Mercado da Fé.

 

Estamos vivendo tempos difíceis, nos quais muitos têm buscado socorro no caminho mais fácil, onde possa encontrar respostas e soluções imediatas para atender as suas necessidades temporais. Com isso surge um novo grupo de interesseiros, carnais, amantes de si mesmo e do mundo, sem compromisso com Deus, que se tornam “clientes” de igrejas e não crentes em Jesus Cristo. São consumistas, interesseiros que buscam o que a igreja pode oferecer a eles.

Diante de tantos clientes, muitas denominações mudaram a igreja em um negócio; pastores se transformaram em executivos e vendedores, o ministério um gerenciamento. Essas organizações religiosas (?) têm sido guiadas mais pelas leis do mercado (como a produtividade, desempenho, faturamento, profissionalismo, qualidade, nichos de consumidores e estratégias de marketing) do que pela Bíblia Sagrada.

Apresentam um Jesus Cristo atraente, prometem a prosperidade na terra e a vida eterna no céu, sem precisar renunciar a nada. Palavras como confissão, pecado, arrependimento, negar-se a si mesmo, foram substituídas por decretar, determinar, conquistar, restituir, etc.

 

Movidas pela teologia da “prosperidade” muitas Igrejas estão mercadejando a fé. Pregam sobre dinheiro e por dinheiro, prometendo o que Deus não prometeu, levando muitos, à decepção religiosa e por fim a descrença. Essa e outra razão da descrença da sociedade em relação aos crentes. 

 

1.2.3. A geração “Gospel” – Simpatizantes e Não Seguidores.

 

Esta é a geração gospel, composta de convencidos e não de convertidos. 

Vivemos na Era do vazio espiritual na igreja. A manipulação está substituindo o conhecimento de Deus em nossas igrejas. A geração gospel tem alguns chavões religiosos na boca, mas não tem Cristo na vida. No meio gospel os membros das igrejas são recebidos, mas não são instruídos; são animados, mas não são ensinados. As pessoas adoram a um Deus que elas não conhecem. A verdadeira adoração requer o conhecimento, daí o nome de culto racional (Rm 12:1). O culto emocional, sem o entendimento, é uma forma errada de adoração.

 

A igreja gospel não ensina sobre Deus e suas reuniões se resumem a um ajuntamento de pessoas, como um clube social, onde a ênfase não é o conhecimento de Deus.

 

É imprescindível que conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor. (Os 6.3). 

Lamentavelmente há uma multidão, dita evangélica, que nunca passou do “Átrio Gospel Emocional”. 

Templos enormes superlotados de pessoas vazias de Deus.

Essa falta de conteúdo de Cristo na vida daqueles que são ou se dizem seus seguidores tem tirado a força do testemunho da verdade e a credibilidade da mensagem do evangelho.

 

1.2.4. Vivendo a verdade como se fosse uma mentira.

 

“Eu creria na sua salvação se os cristãos se parecessem um pouco mais com pessoas que foram salvas”.

 

A afirmação acima foi dita por Fiedrich Nietzche, no final do século XVIII e nunca foi tão atual como nos dias de hoje. O cristianismo está cheio de pessoas que vivem a verdade como se fosse uma mentira.

Pessoas que vivem o que não pregam e pregam o que não vivem.

 

‘Os evangélicos estão aderindo a estilos de vida hedonistas, materialistas, egoístas e sexualmente imorais com a mesma proporção que o mundo’ (...) Se já não somos o sal da terra, a luz do mundo e o bom perfume de Cristo, não servimos para mais nada, exceto para sermos jogados fora e pisados pelos homens, de acordo com Jesus”.


1.2.5. Crentes Sem Compromisso

“Compromisso” é definido como o estado ou qualidade de ser dedicado a uma causa, atividade, ou pessoa.

Ser membro de uma igreja ou participar de alguma organização religiosa que professa e prega a Palavra de Deus é algo louvável, mas é preciso mais do que isso para ser acreditado por Deus e pelos homens.

 

É preciso viver a verdade, assumir compromisso com a verdade.

 

O professor Hugh Black, no seu “Serviço de amor de Cristo”, disse que uma jovem judia, que é agora Cristã, pediu a certo senhor que lhe havia dado instruções a respeito do Evangelho, que lesse com ela a história. Porque, disse ela: “Tenho lido os Evangelhos e estou perplexa. Quero saber quando os cristãos deixaram de ser tão diferentes de Cristo”. Essa é a realidade atual, um cristianismo que tem o rotulo de Cristo, mas nenhum conteúdo dEle.


1.2.6. Fé Sem Boas Obras.

 

Há muitas igrejas que até zelam pela doutrina, todavia essa fé não é evidenciada na sociedade. A igreja vive uma fé que não se desdobra em boas obras, não busca a transformação da sociedade e não se preocupa com os problemas do próximo.

 

Muitas igrejas são irrelevantes em sua atuação no mundo. Dizem pregar o amor, mas não vivem o amor ao próximo como ensinado por Jesus Cristo.

A igreja precisa ter uma prática de vida que possa afetar a sociedade e o indivíduo.

 

Os cristãos foram postos no mundo para ser a consciência da sociedade, e não para se fecharem em um grupo religioso. A Igreja deve ser a voz do que clama no deserto, o sal da terra e a luz do mundo, a fim de fazer a diferença na sociedade.

Esta falta de prática das verdades as quais os cristãos dizem crer é uma das razões pelas quais a sociedade estar descrentes dos crentes.


CONCLUSÃO:

Se a sociedade ímpia está desacreditando dos crentes, imagine o descrédito da “multidão gospel” diante de Deus.

Neste tempo em que a igreja está desacreditada por muitos somos desafiados a viver como verdadeiros seguidores de Jesus Cristo. Embora estejamos sujeitos a falhas e erros, devemos nos esforçar para ser a diferença no meio de um mundo corrompido pelo engano do pecado.

 

Comecemos com uma REFORMA pessoal. Faça o despojamento daquilo que pertence ao velho homem. Renove a sua mentalidade na Palavra de Deus e revista-se do modelo do novo homem criado por Deus. (Ef 4:22-24)

 

Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo. Fl 2:15 


Ficando na Brecha

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on August 7, 2016 at 7:05 PM Comments comments (0)



Deus Procura um homem Para Ficar na Brecha...

 

E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. (Ezequiel 22:30)

 

Introdução

Nos dias de Ezequiel os muros ao redor de Jerusalém faziam parte do sistema de defesa e proteção da cidade contra ataques inimigos.

 

1. Muro – proteção da cidade, defesa da cidade;

2. Brecha – abertura, passagem, fraqueza, porta de acesso do inimigo;

3. Um homem, um intercessor – um homem apenas;

 

O Muro

O muro é a linha de demarcação entre a santidade e o pecado. O muro com buracos precisa ser reparado. Deus nos quer reparando este muro.

Se o muro cair não saberemos o que é santo e profano. A falta de linha demarcatória nos impede de entender o que é profano do que é sagrado, o certo do errado.

Deus nos quer na brecha do muro para interceder pelo povo.

 

Brechas na Muralha

Rachaduras, rupturas e buracos na muralha revelavam uma defesa comprometida, frágil. A proteção da cidade estava com aberturas que conferiam legalidade para o inimigo entrar e subjugar a todos os moradores; as brechas precisavam ser fechadas sob pena de ataques que levariam o povo a escravidão, doenças, miséria, sofrimento e morte.

 

 

Ninguém Encontrou – Por que Deus não encontrou? (Ageu 1:9)

Naqueles dias cada um estava cuidando do seu próprio negócio, de sua própria vida. Sacerdotes, profetas, autoridades, anciãos, povo em geral (ninguém).


  

I-A PROCURA DE UM HOMEM

Deus Procura um homem... Mas, não um homem qualquer, mas alguém que pudesse ficar na brecha, como escudo humano.

 

Dai voltas às ruas de Jerusalém, e vede agora, e informai-vos, e buscai pelas suas praças a ver se podeis achar um homem, se há alguém que pratique a justiça, que busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela. Jeremias 5:1

  

I - A ideia popular de um grande homem em nossa sociedade:

1. Aparência: beleza, força, vigor;

2. Patrimônio: dinheiro, bens, negócios;

3. Intelectualidade: criação, administração, persuasão;

4. Poder: influência, liderança, redes fraternais;

 


II- As Nossas Avaliações São Diferentes e Contrárias aos Critérios de Deus

 

Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração. I Sm 16:7

 

Grandeza - O Maior seja como servo - Mt 23:11

 

Riquezas – Mt 6: 20 mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.

 Não Por esperança na Incerteza das riquezas - I Tm 6:17 -

 Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mt 6:21

 

Conhecimento - Se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber (I Co 8:2) .

Os 6: 3 Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor.

 

Poder - Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Ef 6:10

 

Maria, rainha dos escoceses. Ela temia John Knox e dizia que tinha mais medo das suas orações e da sua pregação do que de muitos regimentos de soldados ingleses.”

 

Resumo:

Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor. Jeremias 9:23-24


  

II-A PROCURA DE UM HOMEM PARA FICAR NA BRECHA

Deus está à procura de uma pessoa digna de ser a “defesa da cidade”. Alguém que possa ficar de pé diante do SENHOR, identificando-se com o pecado do povo da cidade, chamando por perdão e misericórdia.

Ficar na brecha é orar em favor do povo; procurar a orientação de Deus a favor do povo; orar por arrependimento do povo.

É com pessoas que se dispõem a ficar na brecha que Deus faz sua obra no mundo.

A mensagem de Ezequiel (22:30) foi para os líderes e para o povo em geral. Deus está chamando servos interessados em consertar os muros derrubados da cidade e da igreja e em se colocar na brecha.


 

III – QUE TIPO DE HOMEM DEUS PROCURA?

 

O texto diz que Deus estava procurando alguém que tapasse o muro. Alguém precisava entrar na brecha. Isto significa, pessoas que possam não somente perceber os problemas, mas esforçar-se para solucioná-los a nível espiritual, intercedendo, clamando.

O SENHOR quer pessoas que se disponham a ficar em pé. (Is 62.6-7). Estar em pé sugere o oposto de descanso. Há muita gente que quer ficar sentada diante de Deus.

Pessoas que estejam dispostas a clamar pelo seu povo, sua igreja, sua cidade.

 

E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. (Ezequiel 22:30)

 

3.1 – Não Apenas Um Intercessor

 

Dai voltas às ruas de Jerusalém, e vede agora, e informai-vos, e buscai pelas suas praças a ver se podeis achar um homem, se há alguém que pratique a justiça, que busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela. Jeremias 5:1

 

Oração não é sinônimo de “palavras”. Temos orado muito como palavras, mas orado pouco como “convívio com Deus”. Quando Paulo nos pede para orar sem cessar (1Tesalonicenses 5.17), não pode estar pedindo oração-palavra, mas oração-vida, ou seja, não podemos falar sem cessar, mas podemos viver em Deus sem cessar.

3.2. Que Busque a Verdade/Deus - O que busca Deus, a Verdade.

 

3.3. Que Pratique a Justiça – O que vive a Verdade encontrada.


 

IV – RESUMINDO

 

1. A visão da Brecha é Fundamental.

Para ver as brechas, precisamos agir como atalaias. Nem sempre o perigo tem cara de mal. Olhe em redor.


2. A Prontidão de Ficar na Brecha é Louvável.

Não basta ter a visão dos problemas e das necessidades. Nosso empenho deve ser feito com oração. E oração sem ação é preguiça. E ação sem oração é pretensão. É preciso ter coragem para ficar na brecha.

Somos sacerdotes de nós mesmos e sacerdotes daqueles que ainda não entenderam que Jesus Cristo é o único mediador entre os homens e Deus.

Não é fácil ficar na brecha. Não faltarão os críticos... excelentes críticos, mas incapazes de ficar na brecha.


3. A Disposição de Reparar as Próprias Brechas é o que torna o homem habilitado diante de Deus.

Para que nos coloquemos na brecha pelos outros, precisamos nos reparar a nós mesmos.

Precisamos nos dispor a viver segundo o propósito de Deus e isso só acontecerá quando seguirmos o programa que Deus falou a Salomão há muito tempo atrás: (2 Cr 7.14).


 

Conclusão

Quando Deus quer libertar um povo chama um homem.


Quando Deus quis:

preservar a raça humana chamou NOÉ - Gen. 6:5-9;

preservar a vida do seu povo chamou JOSÉ - Gen. 45:4-8;

libertar o seu povo do Egito chamou MOISÉS - Êxodo 3:10-12;

libertar Israel dos Midianitas chamou GIDEÃO - Juízes 6:14;

libertar o seu povo dos filisteus chamou SANSÃO - Juizes 13:5;

livrar os judeus da morte chamou ESTER - Ester 4:13-14;

libertar Nínive dos seus pecados chamou JONAS - Jonas 1:1-2;

Salvar o homem mandou JESUS - Mateus 1:21.

 


Deus está a procura de um homem para libertar o seu povo das trevas espirituais, da ignorância do Evangelho nesta cidade. Será que esse homem é você?


 

 


GRATIDAO

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on July 31, 2016 at 6:10 PM Comments comments (0)


Texto Base: Lucas 17:11-19


Introdução

O texto acima fala de dez homens leprosos; dez homens milagrosamente curados; apenas um homem agradecido.

 

Os dez leprosos partiram ainda doentes, mas eles creram de alguma forma na Palavra de Jesus e, ainda no caminho, foram curados milagrosamente. Nove homens curados continuaram em direção à Jerusalém, mas apenas um ex-leproso julgou importante voltar e demonstrar a sua imensa gratidão ao seu redentor.

 

 

Nove, dentre os dez leprosos curados, reassumiram a sua religiosidade e deram maior preferência o cumprimento da lei, do que a gratidão a Jesus.

 

A lei de Moisés previa que um leproso ao ser curado, deveria se apresentar ao sacerdote.

"Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote”. Levítico 14:2; Hb 7:26


A gratidão foi o sentimento que moveu aquele samaritano a voltar e adorar a Jesus pelo benefício recebido. O samaritano também sabia que tinha que cumprir a Lei de Moisés, mas entendeu que antes necessitava honrar aquele que tinha demonstrado tão grande compaixão por sua vida. E ele voltou e se prostrou com o rosto em terra; e adorou Jesus; foi perdoado e salvo! Que milagre, completo!


 

1- Gratidão x Ingratidão

O ser humano nunca está satisfeito com o que tem. Exemplificando: se tem uma casa, quer uma maior; no dia em que tiver uma mansão em sua cidade, desejará uma na praia ou em outra cidade ou país. Se por um lado essa “insatisfação” impulsiona o indivíduo para frente, também causa angústia, inveja, ganância, egoísmo e infelicidade.

Estamos sempre inconformados, enfatizando aquilo que falta. O ser humano tem a tendência de focalizar apenas as coisas negativas. Assim, tornamo-nos pessoas que só reclamam, murmuram e lamentam. Aliás, a murmuração foi um dos pecados cometidos pelo povo de Israel no deserto que mais ofenderam a Deus. O Senhor enviava o maná todos os dias, mas o povo não agradecia. Pelo contrário, reclamava de tudo, até das bênçãos que Deus dava.

1 Co 10: 10 - E não murmureis, como alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor.


 

2- Gratidão ao SENHOR.

Na narrativa de Lucas 17, aprendemos que dez leprosos foram curados, mas somente um foi salvo, o samaritano. E isso aconteceu devido a sua gratidão a Deus.

A Bíblia ensina-nos a sermos gratos a Deus, por tudo e sempre.

Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Efésios 5. 20

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. 1 Tessalonicenses 5:18

Confiar plenamente, totalmente no SENHOR. Reconhecer que “Todas as coisas”, de acordo com o desígnio divino, visam “cooperar juntamente” para nosso bem-estar espiritual. Algumas vezes a fé transcende à razão, para que se possa confiar nessa declaração bíblica, sobretudo quando a tragédia nos atinge.


3- Gratidão no Louvor

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. - Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Salmo 103:1-1

No grego temos a palavra “eucharistos”, “grato”, “cheio de gratidão”. Essa gratidão se dirige a Deus, no reconhecimento daquilo que Ele tem feito por nós, por intermédio de Cristo, sendo produzidas em nós a unificação e a confiança nEle, o que nos deu a razão de nossa existência e a esperança sobre a eternidade.

Este salmo expressa ação de graças e louvor ao Senhor pelos privilégios e bênçãos que Ele outorga ao seu povo. Nunca devemos nos esquecer da bondade de Deus para conosco (Dt. 8.12-14; II Cr. 32.25), nem deixar de lhe ser gratos por suas bênçãos derramadas sobre os seus mediante o Espírito Santo ( At. 2.38, 39; 9.17,18; Jo.14.16).

Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. Colossenses 3. 16


4- Gratidão na Oração

Dediquem-se à oração, estejam alerta e sejam agradecidos. Colossenses 4:2 (nvi)

“Toda oração deveria ser misturada com gratidão, pois sem esse perfume, o incenso da devoção não tem um dos elementos fragrantes... a oração mais completa eleva-se confiante desde um coração grato, que tece a memória em esperança e que solicita muito, porquanto muito tem recebido...


5- Gratidão Pela Vida em Cristo

Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nEle, - enraizados e edificados nEle, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. Colossenses 2: 6-7 (nvi)

O coração agradecido tem menos tendência de desviar-se; e os crentes felizes e gratos a Cristo não se deixam atrair por doutrinas estranhas. O agradecimento é salientado como a própria “atmosfera” em que os crentes devem viver e desenvolver-se espiritualmente.


 

6- Os Três Níveis de Gratidão

A questão sobre a gratidão da Suma Teológica de Tomás de Aquino, frade italiano da Ordem dos Pregadores (dominicano), cujas obras tiveram enorme influência na teologia e na filosofia.

Tomás de Aquino na “Suma Teológica” ensina que a gratidão é uma realidade humana complexa e que ela se compõe de três níveis: o superficial, o intermediário e o profundo.

1. O nível superficial é o nível do reconhecimento, do reconhecimento intelectual, do nível cerebral, do nível cognitivo do reconhecimento do benefício recebido.

2. O segundo nível é o nível do agradecimento, de dar graças a alguém por aquilo que esse alguém fez por nós. Louvar e dar graças pelo benefício recebido;

3. E o terceiro é o nível do vínculo e do comprometimento, do sentirmos vinculados e comprometidos, de retribuirmos de acordo com as nossas possibilidades o benefício recebido.


 

Alguns idiomas expressam a gratidão no primeiro nível:

Primeiro Nível - As línguas anglo-saxônicas e germânicas estão no primeiro nível da gratidão, o nível do RECONHECIMENTO. Quando digo Thank you no Inglês, muito semelhante a "think", significa que vou pensar no que fez, vou lembrar do favor recebido.

1) Thank you (think) = valeu, vou lembrar do favor.

2) Zu danken (zu denken) = valeu, vou lembrar do favor.

 

Segundo Nível - Na maior parte das outras línguas europeias, quando se agradece, agradece-se no nível intermediário da gratidão. Quando se diz “merci” em francês, quer dizer dar uma mercê, dar uma graça. Eu dou-lhe uma mercê, estou-lhe grato, dou-lhe um louvor por aquilo que me trouxe, por aquilo que me deu.

 

Nas línguas neolatinas, como o Espanhol ou o Italiano, temos "gracias' e "grazie"; ou seja, vou lembrar do que fez e vou louvá-lo; o mesmo se dá no árabe com "Salam"; quer dizer, não vou ser um mal agradecido;

 

Terceiro Nível – A formulação portuguesa “obrigado”, tão encantadora e singular, é a única a situar-se, claramente, naquele mais profundo nível de gratidão de que fala Tomás de Aquino: o do vínculo (ob-ligatus), da obrigação, do dever de retribuir.

No nível mais profundo da gratidão você vai lembrar do favor, vai louvar seu beneficiário e, ainda, fica OBRIGADO a retribuir o favor recebido. E obrigado quer dizer ficar vinculado perante aquele que lhe trouxe um benefício. O vínculo do “ob-ligatus”, o de "dever de retribuir".

 

Davi, o salmista, já conhecia esse nível da gratidão quando disse:

 

"Como poderei retribuir ao Senhor por tudo o que Ele me tem dado?" ( Sl 116:12). Nessas situações de dívida impagável o homem agradecido sente-se embaraçado e faz tudo o que está a seu alcance, tendendo a transbordar-se num excesso que se sabe sempre será insuficiente.


 

 

Conclusão:

Reconheça os grandes benefícios de Deus. Louve a Deus pelo o que Ele é e pelos seus poderosos feitos. Seja profundamente grato a Deus disponibilizando o seu viver para a glória Dele.

Seja também grato a todos que lhe trouxeram benefícios: pais, professores, amigos, pastores, patrões, empregados, autoridades, etc.

 

Concluo esta breve mensagem agradecendo a Deus a oportunidade de pregar o Evangelho; agradeço também a atenção dispensada e a boa vontade de todos. Fico obrigado a poder contribuir, na medida das minhas possibilidades, para os seus estudos, reflexões, projetos e ministérios.

 

 

 


MUNDO - Um Paraiso Alternativo

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on July 13, 2016 at 8:45 AM Comments comments (0)

 

Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviarei ao mundo. Jo 17:14-18.


Mundo - A Versão Satânica de Um Paraíso Alternativo 

I. Definindo o termo “mundo”

Ao estudarmos o tema mundo, é muito importante que entendamos os vários usos dessa palavra na Bíblia. Há, pelo menos, três usos principais.

1.Mundo - O universo

Este é o mundo bonito criado por Deus – “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe” (At 17.24). “O Verbo (Jesus) estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele” (Jo 1.10).


 

2. Mundo - Todos os seres humanos

Sendo o homem a parte mais importante do universo, a palavra “mundo” é mais usada para significar “a humanidade”. Deus amou ao mundo (Jo 3:16). Foi este mundo de homens e mulheres de carne e sangue que “Deus amou” (Jo 3.16) e para o qual“enviou seu filho” … “para que o mundo creia…” (Jo 17.21).

 

3. Mundo – O sistema social em oposição a Deus

O mundo que Deus criou para refletir a Sua glória está em rebelião contra Deus. O Mundo aqui é a versão de Satanás de um “Paraíso Substituto”, onde o homem pode viver independente de Deus.

1 Jo 5: 19 Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno.

I João 2.15 “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”.


II. Que Mundo Não Devemos Amar?

 

• O que não devemos amar é o sistema organizado e manipulado por Satanás que exclui Deus e está na realidade se opondo a Ele (João 12:31; 14:30; 16:11).

 

• 1 João 5. 19: Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno. Jaz: Essa expressão significa estar sob o poder do mal, ser mantido em submissão pelo diabo. Indica “alguém” que aceita o domínio do mal e o aprova.

 

• O mundo que não devemos amar são as ideias e práticas da humanidade pecadora e de espírito rebelde contra Deus.

 

• O mundo que não devemos amar é contrário à vontade de Deus, e oferece as mesmas tentações que fizeram Eva pecar, e com as quais o diabo tentou o Senhor Jesus.

- O mundo que não devemos amar é essa versão satânica de um paraíso alternativo, onde o homem é iludido a viver independente de Deus, correndo atrás de sua felicidade.

 

O amor ao mundo é o oposto ao amor a Deus: não existe lugar no meio, pois se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.


 

 

III. A atitude do mundo para com o Deus triuno

-Deus Pai

“o mundo não o conheceu” (1Co 1.21)

-Cristo – o mundo odeia a Cristo

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim” (Jo 15.18; veja também Jo 7.7).

-Espírito Santo – O mundo não pode receber o Espírito (Jo 14.17).


 

Assim, descobrimos que a atitude do mundo para com Deus é a de oposição. 

Jesus disse: “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36). “Eu venci o mundo”(Jo 16.33). 

O mundo está sob o julgamento de Deus: “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso” (Jo 12.31).


 

IV. Dominantes deste mundo (1 Jo 2.15-16)

João, nesta epístola, começa a descrever “tudo que há no mundo” que não presta.

 

1. Concupiscência da carne

É o apetite pela satisfação das paixões carnais. As tendências contrárias à vontade de Deus.

2. Concupiscência dos olhos

É o apetite pelo estímulo exterior. Este é o desejo que leva a pessoa a desejar e possuir tudo que é atraente aos seus olhos. “Eu o vejo, eu o quero, eu vou consegui-lo”. Este é o pecado que a mídia explora.

3. Soberba da vida

Quando o homem não aceita sua dependência do Criador e age com se fosse o senhor e doador da própria vida. Como crentes, muitas vezes, nos tornamos cegos a este tipo de pecado.


 

 

V. Não ameis o mundo (1 Jo 2.17)

 

O problema com o mundo é que ele atrai e seduz, ilude, engana e destrói. Ele não obedece a Deus, não O ama; o mundo afasta o homem de Deus e o leva ao inferno.

Como estar no mundo sem pertencer a ele? (João 17:11,14). 

A cultura do mundo é anti-Deus, e é por isso que nós, os filhos de Deus, não podemos amar o mundo. 

“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tg 4.4).  

Antes de sermos salvos, andávamos "segundo o curso deste mundo" (Efésios 2:2). Antes costumávamos obedecer ao sistema do mundo, viver nele, e apreciá-lo, mas agora somos filhos de Deus, sabemos que o mundo está caído, corrompido, cheio de ganância, ambição egoísta, sensualidade, engano, mentiras e perigo.  

É interessante notar que as atrações do mundo não somente não satisfazem, mas não duram muito tempo – “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência” (v.17). Por que o crente, que é herdeiro da vida eterna, concentra suas ambições e interesses em algo que é tão passageiro e inconfiável? Por causa disso, João nos desafia a respeito da maneira que estamos vivendo hoje. 

Se amarmos o mundo, não podemos amar o Pai. Em outras palavras, João está nos perguntando: De quem você é amigo? Do mundo ou de Deus? Os dois são mutuamente exclusivos como objetos do nosso amor. 

Paulo disse: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14). 

Uma cruz separava Paulo deste sistema mundial satânico, e o apóstolo se gloriava nessa cruz mediante a qual o mundo havia morrido para ele, e ele para o mundo. 

 

“Aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”(v.17). 

Quem faz a vontade de Deus mostra que realmente ama o Pai. 

Os seguidores do mundo compartilham a condenação e a morte do sistema deste mundo. Os filhos de Deus compartilham a vida eterna. 

O mundo está passando - vai chegar a um fim, assim como as trevas vão se dissipar. Mas aquele que persevera em fazer a vontade de Deus permanecerá eternamente; tem estabilidade, e vai durar por toda a eternidade.


 

 

Conclusão

O desafio que enfrentamos é decidir se o princípio que governa a nossa vida é fazer aquilo que queremos, ou obedecer à vontade de Deus e seguir Seus propósitos. 

Quem pode ser enviado ao mundo (pessoas) para salgá-lo e iluminálo? Aquele que não ama o mundo (sistema de coisas) anti-Deus, mas ama profundamente o Pai ao ponto de fazer a Sua vontade.

 


Boas Obras

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on June 12, 2016 at 6:10 PM Comments comments (0)


AS BOAS OBRAS

Texto de Referência: Lucas 10:30-37


Introdução

As Escrituras têm muito a dizer sobre as boas obras. Fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras.


“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Efésios 2:10).


E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; II Co 9:8

Para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus, (Cl 1:10).


As boas obras não produzem a salvação, mas a manifestam. Não são a causa, mas o efeito de uma nova vida em Cristo.

Tiago diz que a fé sem obras é morta. Ele nunca afirma que as obras podem salvar; mas sim que a fé genuína e viva sempre redundará em boas obras.

1. Obras não produzem fé; mas a fé produz obras, e as obras confirmam a fé.

2. O contraste é entre a fé sem obras e obras sem fé, e não entre fé e obras.

3. A questão crucial não é uma opção entre fé e obras; mas sim entre a fé viva (com obras) e a fé morta (sem obras).


As boas obras devem ser o resultado da salvação e não sua causa.

 Somos salvos pela fé, para as boas obras.

 Somos salvos pela fé para servir a Deus e ao próximo.


I- A Natureza das Boas Obras

Jesus Cristo testificou que as boas obras do mundo são más. (João 7:7). Ele também testificou em relação aos fariseus, dizendo que as obras que faziam eram feitas para receberem elogios dos homens. (Mateus 23:5). Lemos também, na Bíblia sobre:

 Obras mortas (Hb 9:14),

 Obras da carne (Gl 5:19)

 Obras do diabo  - 1 Jo 3:8.

Assim, precisamos discriminar ao tratar do assunto sobre as boas obras.

Uma boa obra no sentido bíblico é aquela que agrada a Deus e traz sobre quem a fez a aprovação e bênção de Deus.

Um homem pode realizar um ato que seja considerado louvável na concepção da sociedade, mas Deus pode vê-lo de outra maneira. Os homens podem recompensar algo que Deus vai censurar.


Como podemos saber se o que fazemos é bom aos olhos de Deus?


A. Boas Obras implicam em Fé a Deus

Fazer Algo Porque é Da Vontade de Deus - Acreditar no que Deus manda fazer e obedecer prontamente. (A fé de Abraão - Rm 4:3)

A resposta está em Hebreus 11:6 onde lemos que “sem fé é impossível agradar a Deus”

Uma obra de fé só é possível aos que têm fé. As obras de fé geralmente são opostas à razão humana. A única razão por trás de uma obra de fé é que Deus diz para fazê-la. E isto é tornar-se tolo aos olhos do mundo. Foi só porque Noé creu em Deus, que ele construiu a arca.

Mas, como a fé opera? Pelo o amor.

Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão vale coisa alguma; mas sim a fé que opera pelo amor (Gl 5:6).


B. Boas Obras São Movidas Pelo o Amor a Deus

Jesus Cristo disse: “Se me amais, guardai os meus mandamentos”. (João 14:15).

E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas. Colossenses 3.23-25


C. Boas Obras São Movidas pelo o Amor ao Próximo

O texto de I Coríntios, capítulo 13, enfatiza a necessidade do amor como ingrediente nas boas obras. Hb13:16


D. Boas São Para a Glória de Deus

Outro princípio que devemos avaliar para sabermos se estamos ou não praticando boas obras, são as nossas intenções.

Jesus advertiu severamente aos seus discípulos para que se guardassem de “exercer a justiça diante dos homens, como o fim de serdes vistos por eles” (Mt. 6:1) e também para que não fizéssemos nada pensando em recompensa (Mt. 6:3).

O que nos deve motivar à práticas das boas obras é nosso desejo de obedecer a Deus, que o seu nome seja glorificado (Mt. 5:16) e que seu reino seja estabelecido. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co. 10:31).


II - Os crentes devem manter as boas obras.

Fiel é esta palavra, e quero que a proclames com firmeza para que os que creem em Deus procurem aplicar-se às boas obras. Essas coisas são boas e proveitosas aos homens. Tt 3:8 .

Os ricos deste mundo devem ser ricos em boas obras, prontos a repartir seus bens com os necessitados.

Que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos ( 1 Tm 6:18.

Boas Obras são Sacrifícios Que Agradam a Deus

Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada. (Hb 13:16)

1. Quando praticamos boas obras demonstramos q somos povo de Deus

2. Quando praticamos boas obras refletimos a imagem do nosso Deus

3. Quando praticamos boas obras demonstramos obediência a Deus

4. Quando praticamos boas obras demonstramos amor a Deus

5. Quando praticamos boas obras demonstramos amor ao próximo


III- Prestação de Contas: Pecados & Obras

3.1 - Os Pecados do Crente e o Porvir

Os pecados do crente em Jesus Cristo foram levados pelo o Salvador, em Seu próprio corpo, na cruz.

Em relação à salvação, os pecados do crente foram colocados sobre Cristo e julgados nEle (1 Pe 2:24).

Levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados pudessem viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.

Em relação à disciplina, os pecados do crente são tratados nesta vida. (Hebreus 12:5-11).

5 e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido;

6 pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho.

7 É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?

8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos.

9 Além disto, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhávamos com respeito; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos?

10 Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.

11 Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados.


O crente,quando peca, é disciplinado pelo o Senhor nesta Terra para não ser condenado com o mundo.

Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, somos corrigidos, para não sermos condenados com o mundo (1 Co 11:32).

 

3.2 - As Obras do Crente e o Porvir

Os pecados de alguns homens são manifestos antes de entrarem em juízo, enquanto os de outros são descobertos depois. Da mesma forma também as boas obras são manifestas antecipadamente; e as que não o são não podem ficar ocultas. (I Tim 5:24;25)

O crente será recompensado por suas boas obras quando Cristo vier (1 Co 3:13-15).

As obras do crente, no tribunal de Cristo, serão rejeitadas ou recompensadas.

Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal. (2 Co 5:10)


Conclusão

Vejo que o maior problema hoje não é com o crer, mas com o fazer.

É um desafio para todos nós, que enfatizamos tanto a salvação pela fé em Cristo Jesus, e constantemente nos esquecemos que nossas obras serão julgadas.

“Eu sou a videira, vós as varas: quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto..... Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.”João 15:5,8.

 


O Retorno dos Nephilins

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on June 8, 2016 at 11:30 PM Comments comments (0)


COMO NOS DIAS DE NOÉ - O RETORNO DOS NEFILINS!


 

Os Dias Pré-Dilúvio

A humanidade havia se multiplicado e de igual forma a maldade.

Uma geração distante de Deus.

A maioria das pessoas não têm conhecimento das circunstâncias peculiares que levaram ao Dilúvio, nos dias de Noé. Isto tem sido amplamente mal compreendido durante séculos.

 

O capítulo 6 de Gênesis nos dá uma revelação surpreendente.

 

Como se foram multiplicando os homens na Terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram…

 

Ora, naquele tempo havia gigantes (Nephilim) na Terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram heróis, homens de renome, na antiguidade. (Gênesis 6:1, 2, 4)

 

Nessa passagem, fica claro que há uma distinção entre as “filhas dos homens” de um lado, e os “filhos de Deus” do outro.

 

• Filhas dos homens”= “Benote Adam – filhas de Adão

 

• “Filhos de Deus” = Ha B’nai Elohim - um termo usado de forma consistente no Antigo Testamento para ”anjos”. (Jó 1:6; 38:7)

 

A igreja primitiva via os B’nai Elohim como anjos até o final do século IV: Justino, Atenágoras, Cipriano, Eusébio, Josephus, Philo, Judeaus e outros.


 

Os Nephilins

Desse cruzamento proibido (filhos de Deus x filhas de Adão) nasceram os “Nephilins”- (heb. naphal = cair, caído). Portanto, Nephilins significa “os caídos”.

 

Naquele tempo havia gigantes (Nephilim) na Terra; e também depois.

 

 

  • Naquele tempo - refere-se aos dias de Noé.
  • E também depois – refere-se aos dias pós dilúvio.

 

 

Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos. (Nm 13.33 - veja também Dt 3.11; Js 11:22).

 

Portanto, há o registro bíblico de seres híbridos antes e depois do Dilúvio.


 

O Plano de Satanás

Satanás foi tão bem sucedido em corromper a linhagem humana que apenas oito pessoas tiveram sucesso em sobreviver.

 

Quem ouviria um velho homem do campo  - Noé - pregando a justiça de Deus, no meio daquela geração de nephilins: seres poderosos, heróis, fortes, celebridades?

 

A geração de Noé a cada dia tornava-se híbrida, transhumana e perversa.

 

Gênesis 6:8-13 declara que Noé era um homem justo em sua geração e alcançou graça diante de Deus. Com certeza a linhagem de Noé não foi poluída pelo hibridismo.

 

Deus julgou aquela geração com o Dilúvio. Deus também aprisionou anjos caídos...


 

Os Dias Atuais – Os Nephilins Estão de volta

 

Um dos pontos importantes que Jesus fez a respeito de Seu segundo retorno, foi que essa ÉPOCA seria semelhante aos dias de Noé.

 

”E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem”. (Mateus 24:37)

 

Jesus deixou bem claro que no tempo de Sua segunda vinda, os dias imitariam os dias da geração de Noé. O diabo e seus anjos caídos, juntamente com os seus homólogos humanos (donos do mundo) estão usando a engenharia genética e iniciações luciferianas para reproduzirem uma geração híbrida como foi nos dias de Noé.

O Retorno dos Nephilins. “Como nos dias de Noé”. Grandes, poderosos, celebridades, propagando, patrocinando e semeando a mutação da raça humana (transhumanísmo). Seres híbridos, geração trans.

 

Transhumanistas acreditam que chegou o momento certo dos seres humanos assumirem o controle de sua própria evolução. Eles preveem um futuro em que todos humanos serão geneticamente modificados, com o objetivo de produzir uma raça melhorada, que dará início a uma nova era de ouro para o planeta.

 

 

Uma nova raça para ingresso em uma nova era, sem Deus, sem a Lei de Deus e sem o povo de Deus.

 

Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. (Dn 2:43)


 

 

Conclusão:

A “geração trans” começou. A história se repete, a iniquidade se multiplica.

 

Um novo juízo está às portas, um “dilúvio de fogo”. (2 Pe 3:10)

 

Seja um pregador da justiça de Deus no meio de uma geração corrompida e perversa. (Fl 2:15)

 

 

 

Outros textos para estudo: 2 Ts 1:7;2:3; 2 Pedro 2:4; Judas 6. Apocalipse 9:1-2

 

 

 

 


Chamado e Trabalho

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on May 29, 2016 at 7:30 PM Comments comments (0)


Chamado e Trabalho (Vocação & Profissão)

Textos de Referência: Mateus 9:9 - Efésios 5:14-17; 6.5-7


 

Introdução

 

Vocação vem do latim vocare que significa "chamado". Antigamente este termo significava qualquer espécie de aptidão. Por exemplo: aptidão para medicina, música, artes, etc.. Depois o termo foi adquirindo um significado religioso passando a designar o chamado de Deus. Vocação sempre indica um chamado.

• Vocação no aspecto religioso - ato de ser chamado ou predestinado para determinado propósito divino. Teologicamente o estudo da vocação é chamado de Hiperetologia (do grego hypereteo = servir, ministrar, ser útil; logia = estudo, tratado).

 

• Vocação no aspecto geral - talento, jeito, queda, tendência profissional.

 

 

"Profissão" é um trabalho, atividade especializada dentro da sociedade geralmente exercida por um profissional. Algumas atividades requerem estudos extensivos e a especialização em uma área específica do conhecimento (Medicina, Engenharia, Direito, etc.). Outros trabalhos dependem de habilidades práticas que requerem apenas formação básica (ensino fundamental ou médio), como as profissões de faxineiro, ajudante, jardineiro entre outras.


 

 

I - A Escassez Vocacional

O trabalho é uma atividade necessária à sobrevivência humana. Portanto, precisamos trabalhar (2 Ts 3:10; 1 Tm 5:18). Mas, hoje em dia, quase não se fala em chamado. A maioria investe somente na realização profissional (Medicina, Direito, Engenharia, etc.) sem nenhum conhecimento ou interesse na vocação.

• Aqueles que não identificam a sua vocação

• Aqueles que trabalham pela motivação errada – Is 55:2

 

Hoje é mais comum pensarmos em termos de carreira profissional. E, para muita gente, a profissão transforma-se em altar, sobre o qual sacrificam a vida.

Será que você percebeu que a profissão tornou-se objeto de dedicação de nosso tempo, empenho, esforços, dedicação e adoração?

 

Diante de um mundo tão caótico, muitos se voltam para o trabalho, na esperança de que ele lhes proporcione sentido existencial, paz, identidade e estima.

 

Diante disso, o grande perigo não é a atividade profissional, mas substituir o chamado por uma carreira profissional e deixar de cumprir o propósito de Deus para nossas vidas.

 

• A profissão não é o propósito de nossa existência

• O chamado sim é o propósito de Deus para a nossa vida

Profissão x Vocação:

1) A profissão eu escolho; o chamado eu recebo.

 

2) Exerço uma profissão para mim mesmo; o chamado é algo que faço para Deus.

3) A profissão me promete status, dinheiro ou poder; em geral, o chamado promete dificuldades e até certo sofrimento - além da oportunidade de ser usado por Deus.

 

4) Profissão diz respeito à mobilidade ascendente; chamado costuma levar à mobilidade descendente (servir a Deus, à igreja e ao próximo).

 

5) A carreira profissional pode acabar em aposentadoria. O chamado só termina quando se morre.

 

6) As recompensas da carreira profissional são visíveis, mas temporárias. A recompensa de um chamado é eterna.

 

 

• Faraó tinha uma carreira profissional - Moisés, um chamado.

Potifar tinha uma carreira profissional - José, um chamado.

Hamã tinha uma carreira profissional - Ester, um chamado.

Acabe tinha uma carreira profissional - Elias, um chamado.

Pilatos tinha uma carreira profissional - Jesus, um chamado.


 

II – Chamado Ofuscado Pelo o Pecado

Tendo criado o homem, Deus deu tarefas para que ele cumprisse.

Gênesis 2.15 diz que “tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e guardar”. Adão, portanto, tinha uma tarefa a cumprir a qual foi dada a ele por Deus.

 

Com a queda espiritual de nossos “pais” lá no Éden a natureza humana foi terrivelmente afetada pelo o pecado. A percepção vocacional é praticamente inexistente no homem natural.

 

Sabemos que a sociedade possui necessidades variadas, que devem ser supridas pelo trabalho de todos. Por isso, cada pessoa tem um chamado específico e talentos que correspondem a esse chamado, a fim de que possa cumprir o seu papel neste mundo. Todavia, a maior necessidade do ser humano é totalmente desconhecida por ele até que seja alcançado pelo o Evangelho.

 

O maior problema da humanidade é o pecado e, uma vez que o pecado leva o pecador a juízo e condenação eterna, a maior necessidade dos humanos é de Salvação. Diante disso, Jesus chama todos os seus discípulos à pregação do Evangelho a toda criatura ( Mc 16:15-16). Esse chamado é geral e conhecido na Teologia como a “Grande Comissão”. Mas, precisamos entender onde cada discípulo se enquadra dentro deste contexto maior, ou seja, temos que discernir o tipo específico de trabalho a fazer dentro da Grande Comissão.


 

 

III - Profissão & Chamado - Caminhos Paralelos

 

O chamado divino pode está relacionado a uma profissão, mas não necessariamente. É fundamental entendermos que profissão e chamado não são necessariamente opostos ou contraditórios:

• O exercício profissional pode está ligado à vontade de Deus;

• O nosso trabalho profissional pode fazer parte na providência divina para suprir as necessidades da sociedade onde vivemos.

 

Assim como é possível transformar o trabalho na igreja em uma carreira profissional com progressos e conquistas. Também é possível fazer do trabalho secular um instrumento para servir a Deus e ao próximo.

 

 

O Chamado é um convite pessoal que Deus dirige a cada um. Cada ser humano tem algo singular, inerente a sua identidade e uma maneira pessoal de realizá-lo. A Palavra de Deus não dispensa ninguém de pensar, refletir, questionar, buscar a vontade do SENHOR (Ef 5:14-17).

 

Ao descobrir sua vocação, o homem está descobrindo a razão de sua existência, o propósito de existir, sua missão, seu ministério e alvo. Daí a necessidade de permanecer atento a tudo, até perceber sua própria vocação em termos específicos no contexto da Grande Comissão.

 

Duas reflexões:

 

A. Considere suas aptidões

Cada um de nós tem talentos específicos e em graus específicos que nos capacitam a exercer bem uma determinada profissão e outras não. Portanto, descobrir sua vocação profissional significa, pelo menos em parte, descobrir quais são os seus talentos e qual é o seu perfil profissional.

Deus, em sua infinita sabedoria, dá a cada um de nós aptidões naturais que se encaixam melhor em determinadas profissões do que em outras.

B. Faça a Pergunta Certa

Depois de identificarmos os nossos talentos, precisamos fazer a pergunta certa.

Em vez de “que profissão escolher” perguntarmos: “o que Deus está me chamando para fazer, depois de ter me dado meus talentos e me moldado como sou hoje?”.


 

Conclusão

 

Você tem um chamado geral e específico. Ninguém é uma peça que não serve para nada - você tem uma missão a ser conquistada.

 

Há muito para ser feito neste mundo. Cada discípulo deve esforçar-se para desempenhar suas funções da melhor maneira possível.

 

Diante disso, precisamos perguntar a nós mesmos, estamos no trabalho certo? Na profissão vocacionada por Deus?

Se Não – O que farei para voltar ao centro da vontade divina?

Se Sim – O que farei para dar o máximo de mim?

 

Seja qual for a sua resposta, queira viver para Deus e fazer a Sua vontade no tempo que lhe resta debaixo do Sol.


 

Para que, no tempo que ainda vos resta na carne não continueis a viver para as concupiscências dos homens, mas para a vontade de Deus. (1 Pe 4: 2)

 


Proselitismo & Ecumenismo

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on May 27, 2016 at 7:50 AM Comments comments (0)


Proselitismo nas igrejas evangélicas?


Proselitismo no meio evangélico não é uma prática bíblica, mas um desvio da ordenança da Grande Comissão. Trata-se de uma mudança do alvo da evangelização. O evangelista prega as boas novas aos não crentes para que  sejam salvos por Cristo. O proselitista não visa a salvação de almas, mas o remanejamento de crentes de um ministério para outro, persuadindo membros professos de uma determinada denominação de que a igreja que ele representa é a melhor, e que todos devem migrar para o seu grupo religioso. Lamentavelmente essa atitude é profundamente contrária a unidade da Igreja e ao espírito do Evangelho.

 

Entendo que, em vez de cooperação, o proselitismo divide, confunde e enfraquece o Corpo de Cristo (Jo 17:23; Ef 4:3).

O Apóstolo Paulo reprovou o proselitismo quando escreveu:


" De maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o Evangelho de Jesus Cristo. E desta maneira me esforcei por anunciar o Evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio. Antes, como está escrito:

“Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, e os que não ouviram o entenderão” (Romanos 15:17-21).

 

Para anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós, e não em campo de outrem... (2 Co 10:16)


Vejo o proselitismo no meio evangélico como um esforço humano (e carnal) de engrossar as próprias fileiras denominacionais com fiéis conquistados de Igrejas-irmãs, dividindo a unidade da igreja, pervertendo a fraternidade cristã, provocando um sentimento de concorrência de público e poder, enfraquecendo a credibilidade da mensagem cristã. 


E o Ecumenismo?

É importante sabermos que a Bíblia não prega a união dos povos, mas a unidade do povo de Deus


Veja mais aqui - ECUMENISMO

 


SAL DA TERRA

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on May 23, 2016 at 2:30 PM Comments comments (0)


Introdução

Vós sois o sal da Terra. Se, porém, o sal se tornar insípido, como lhe restaurar o sabor? (Mt 5:13; Gn 19:26)

Jesus deixa claro que os discípulos deveriam “salgar” o mundo, impedindo-o de apodrecer. Mais do que isso, os discípulos, como sal da Terra, além de conservadores do bem, proporcionariam o verdadeiro “sabor da vida”, a presença manifesta de Deus entre os homens.


I- O Sal Dá Gosto à Vida Debaixo do Sol

O sabor do sal é marcante. Não é neutro. Deixa seu sabor onde é colocado. O sal não fica com gosto do arroz, mas o arroz fica com sal.

Jesus esperava que seus discípulos deixassem marcas no mundo ao invés de serem marcados por ele. Hoje, infelizmente, muitos seguidores de Jesus trazem mais traços do mundo em sua vida que deixam seus traços

A real presença dos discípulos de Jesus no mundo deve ser discernida como algo indispensável a um viver prazeroso, saudável, gostoso.

 O sal tem que saber que sua função é conservar e dar gosto.

 O sal se consome na sua missão; ele torna-se vida para os outros.


 

II- Não Precisamos Ser Maioria

Jesus ensina que o menor pode agir sobre o maior. A quantidade de sal é menor que a do alimento que ele deve salgar. Não se usam três xícaras de sal para três xícaras de arroz! Basta uma pitada. Não se põe um quilo de sal num quilo de carne. Quem a comeria? Basta pouco sal.

O sal nos confere a ideia do menor agindo sobre o maior. Não precisamos ser maioria. Devemos ser marcantes e influenciar a maioria. Devemos marcar o mundo e não sermos omissos ou marcados por ele.

E não devemos nos intimidar porque somos minoria. Jesus nunca pensou que seríamos maioria: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram” (Mt 7.13-14).

Não é a quantidade, mas a qualidade do seguidor de Jesus que importa.


 

 

III- Mas e quando o sal perde o sabor?

Comer sal insípido é algo desprezível. Quando o sal se torna insípido, sem gosto, ele para nada mais presta, senão para ser pisado, ridicularizado, desprezado, abandonado, pelos homens!

 

O sal insípido tem na mulher de Ló seu arquétipo maldito. Ela olhou para trás e virou estátua de sal. A mulher, que não apenas olhara para trás, mas ficara para trás...por conta própria.

 

A mulher de Ló não podia ir...sem ver o que havia deixado em Sodoma. Quando o ser humano deixa de obedecer a Deus, de olhar para frente, de seguir em frente, e passa a olhar para trás, a sentir saudades de alguma coisa, a desejar resgatar algo que ficou para trás, ele se petrifica em sal do mar morto.

O discípulo deve seguir em frente em fé e por confiar em Deus abraça o desconhecido, não teme as mudanças pequenas ou radicais. Mas os que olham para trás se petrificam...viram estatuas de sal.

 

O Destino do Sal Insípido

 Virar estatua de sal é o destino do sal que perde o sabor.

 Ser pisado pelos os homens é o destino do sal que perde o sabor.


 

IV- O que é Perder o Sabor?

Perder a função, a vocação, a missão; se não, vira monturo ou estatua de sal.

O sal, se perder sua salinidade, perde o sabor e o valor, para nada presta.

Muito provavelmente Jesus se referia ao sal dos charcos, pântanos e rochas próximos ao Mar Morto tem um alto teor de gipsita e de outras impurezas. Ele perde seu sabor e se torna arenoso. Assim, era usado como areia, lançado nas ruas das cidades israelenses, como se fosse areia, para diminuir a lama. Ao invés de salgar o mundo, o sal insípido era pisado pelos homens.

O discípulo é sal e deve ter utilidade. Se não tiver utilidade, para que serve? De que serve para o reino de Deus um seguidor de Jesus que age como se fosse um incrédulo? Ele é insípido, como o mundo. Sem gosto algum!


 

Conclusão

Há um documento cristão do Século II, chamado a “Epístola a Diogneto” que diz que o mundo seria destruído se não fosse a ação dos cristãos (cps. 5-6). O sal da terra tem conservado o mundo e permitido que o viver nele ainda tenha sabor. Precisamos ter isto em mente.

A real presença dos discípulos de Jesus no mundo deve ser discernida como algo indispensável a um viver gracioso, prazeroso e saudável.

Seguir a Jesus não é um chamado para ter uma vida de contemplação mística, e viver dentro de um prédio, mas é um chamado à ação, ao agir no mundo.

Somos o sal desta terra e há muito o que fazer. Nossa geração precisa ser salgada com o Evangelho, com um bom testemunho cristão e com boas obras.

Somos o sal desta terra. Temos que preservar a verdade, a justiça e as virtudes do Reino de Deus e temos que dar “sabor de vida” a este mundo. Se não o fizermos, o mundo perderá a graça e se corromperá mais rapidamente. E, se não o fizermos, perderemos nossa utilidade.

Seja sal. Deixe suas marcas onde você estiver. Seja o tempero de um mundo insosso. Você é um discípulo de Cristo! Deve salgar!

Você está disposto a fazer isso?

 


Discipulado

Posted by DENIS FROTA (BenneDen) on May 22, 2016 at 8:00 PM Comments comments (0)


Diz-me quem você segue e eu direi quem você é.

"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lucas 9:23; Mateus 16:24; Marcos 8:34).

 

Introdução

De quem você é discípulo?

Todos nós, conscientes ou não, seguimos alguém, somos discípulos de alguém. Não somente admiramos pessoas, mas chegamos a imitá-las; copiamos comportamentos, corte de cabelo, hobbies, compramos as mesmas marcas de roupas, etc.

 Resultados Imediatos

Observa-se que, à medida que o seguidor intensifica e prolonga a imitação, vai absorvendo mais e mais, tornando-se a cada dia mais parecido com aquele que segue. Traços visíveis na aparência, na linguagem, pensamento e atitudes são facilmente identificáveis.

 Mas, porque fazemos isso?

Obcecados em saber o que dá certo e qual o passo a passo para o sucesso, nós nos esforçamos para repetir a fórmula das pessoas famosas e bem sucedidas.


 

I - A quem você tem seguido? E por que você o tem seguido?

Erramos Quando...

Não seguimos a ninguém exceto nós mesmos (Is 14:13; Fl 3:19). Insubmissão e orgulho, egoísmo e dureza de coração, independência e altivez.

Seguimos uma ideologia humana ou filosofia de vida... – (Jo 8:32.36; 14:6). Seguem o pensamento, o espírito, mas não a criatura.

Seguimos uma organização... (Jo 14:6). Seguem  a coisa criada, o sistema, a instituição.

Seguimos a maioria, modismos e grandes movimentos – (Rm 12:2). Cosmovisão da multidão, plural, relativa e anti-Deus.

Seguimos celebridades e poderosos porque são grandes, famosos – 1 Co 1:12 - A cada dia aumenta a idolatria aos famosos, atletas, atores, líderes ricos e poderosos, impulsionada por uma mídia capitalista que só visa o lucro, independentemente da forma como ele seja conseguido.

Seguimos gurus segundo as nossas cobiças – 2 Tm 4:3 - Imitam aqueles que mais lhe agradam, que alimentem os seus sonhos e que mais lhe tragam felicidade.

 

Em todos os casos, o processo é: Admiração, paixão, adoração. De simples admiradores a seguidores; de seguidores a adoradores. A dedicação intensa e prolongada faz a ascensão ao nível seguinte.


 

II - Paulo, o Discípulo de Cristo

I Co 11: 1 Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo. (Fl 3:17; I Ts 1:6; Hb 6:12)


 

 

III - Seguir Jesus Requer sacrifícios.

Jesus nos leva a refletir sobre os nossos motivos para segui-lo.

Se vivemos para o conforto e facilidade, não vamos desistir da nossa vida, posição, dinheiro, amigos e diversão para seguir a Cristo.

“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” (Mt 4.18.)

“Segue-me!” (Mt 9.9)


1. Ser discípulo de Cristo não se trata simplesmente de tomar uma decisão em um dado momento e pronto. Tem que haver continuidade e compromisso.

2. Ser discípulo de Cristo é fazer parte de um processo diário de aprendizado e crescimento. No discipulado há deveres, dificuldades, sacrifícios e recompensas.

3. A Convivência ou Comunhão com o Mestre é que determina a qualidade do Discipulado. Há pessoas que querem apenas ver o que Jesus faz, sem o compromisso de estar sempre com Ele. Mas, é através do tempo de comunhão que se desenvolve uma personalidade cristã. (Pedro, Tiago e João x Tomé, Bartolomeu e Simão, o zelote x Os Setenta)

 


IV - “O que é seguir, senão imitar?” – Santo Agostinho

“Você quer ser igual a mim?” Na tradição judaica, quando alguém era convidado por um rabino para segui-lo era como se ouvisse esta pergunta: “Você quer ser igual a mim?”

Teria sido esta pergunta o mesmo dilema que ressonou no coração dos doze primeiros discípulos de Jesus? Para eles, sem dúvida, tratava-se de um chamado radical – imitar o rabino Jesus.

• Discipular é fazer imitadores.

• Discípulo é aquele que imita seu mestre.

 

 


Conclusão: Tudo Que Focamos e Adoramos Transforma o Nosso Ser

Todos nós estamos sendo discipulados e transformados e esta transformação não diz respeito somente ao curso natural da vida, mas àquilo que nos dedicamos com profunda devoção.

 Sl 115:8 – O adorador de ídolos

 2 Co 3:18 – Transformados de glória em glória na imagem do Senhor

Daí a importância de um Discipulado certo, feito com dedicação, devoção, profundidade, até que sintamos que temos a mente de Cristo dentro de nós, manifestando e testemunhando ao mundo suas palavras, curas, libertações, transformações, salvando vidas...